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domingo, 10 de janeiro de 2016

A criança que há em nós

A criança que há em nós


A Criança que há em nós

Prasanna vadanaaM saubhaagyadaaM bhaagyadaaM
HastaabhyaaM abhayapradaaM maNigaNair
Naanaavidhair-bhuushhitaaM

 Quem é da face risonha, concedente de todo destino
De quem as mãos estão prontas a salvar qualquer um do medo,
Quem é adornada por vários ornamentos com pedras preciosas
Puer natus est nobis,
Et filius datus est nobis:
Cujus emperium super humerum...
Para nós uma criança nasceu,
Para nós um filho foi dado:
E o governo será sobre seus ombros...
Um dia você veio
E eu soube que você era ela
Você era a chuva, você era o sol
Mas eu precisei de ambos, pois precisei de você
Você era aquele
Que eu estive sonhado em toda minha vida
Quando está escuro vocé é minha luz
Mas não se esqueça
Quem é sempre nosso guia
É a criança que há em nós

Hoje, profundas mudanças se erguem em meu espírito. Não aquelas amargas, sofridas, que são pelo desespero, mas aquelas pelo conhecimento, pela consciência, pelo dever. Todas amparadas de início pela dor, mas agora começam a se fazer entender pelo AMOR.

O Amor verdadeiro não é ensinado. Jamais será compreendido, e há muitas formas de amor. O amor platônico, o amor de mãe, o amor de pai, o amor que vem após a paixão, o amor que nasce após a dor, o amor adolescente, o amor puro e o Amor que gostaria de batizar de Universal aquele exemplificado por vários espíritos iluminados como Buda, Ghandi, Jesus, Madre Tereza, Dalai Lama, Sathya Sai Baba e Karol Wojtyla. O amor que se dá aos seres vivos como dádiva divina.

Padre Marcelo explica que há três tipos de amor. Os tipos mais conhecidos de amor humano são Ágape, afinidade de ideais espirituais, Eros, atração física e desejo e Philos, afinidade mental e cultural. Todos Esses três tipos de amor devem ser desenvolvidos, pois são fundamentais na vida de qualquer indivíduo. Um ser humano evoluído, iluminado pela consciência e sabedoria tem os três os amores em equilíbrio e desfrutam de forma saudável os prazeres das inter-relações. O exagero em algum desses amores pode causar sofrimento e desequilíbrio.

Hoje eu dedico este momento ao amor mais complexo, aquele que bem nosso querido amigo nos explicou, aquele que um homem nutre por uma mulher, por sua esposa, querida e amada, na concepção dos dias de sua vida. Aquele que no altar se olha bem fundo nos olhos da amada ao dizer SIM você tem certeza que nunca mais conseguirá ficar longe daqueles olhos, daquelas mãos, daquele AMOR. Ali você homem, se faz renascer a criança que há em nós como diz a letra maravilhosa desta canção. Que Jesus nos abençoe mesmo na Saúde, na Alegria e até mesmo agora na adversidade.

Que possa haver reflexão nestas palavras como em uma prece aos nossos bons mentores e guias espirituais fortalecendo os laços que ainda nos unem na eternidade para que seja feita a vontade do Pai, mas ao possível realimento e restabelecimento do santo matrimônio que tanto importa ao Mundo Cósmico como força do Bem.

Muita Paz!





segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Dia das crianças com muita paz

Neste dia das crianças desejo a todas muita paz nos coraçõezinhos e muitas possibilidades no futuro cheio de luz fraterna.


São tantas lições que aprendemos com estas pequenas pessoinhas, almas em evolução cheias de vontade de crescer, espontaneidade e energia. Então neste dia belo, deixo aqui a minha homenagem aos filhos e filhas deste mundo de Deus. Amém! Que Deus as abençoe muito!


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Perda ou Libertação ? Uma homenagem ao querido filhinho Thor

Perda ou Libertação ? Uma homenagem ao querido filhinho Thor



Hoje resolvi manisfestar-me sobre um assunto que tanto nos aflige neste mundo de provações e aflições. Não é incomum, sermos surpreendidos por notícias de doenças, decepções amorosas ou sentimentais, maledicências no trabalho, brigas na família, ou até as piores dores, como separações conjugais, divórcios, mortes de seus amores ou de animais grande de estima.
Dores e perdas nos trazem doenças físicas e psico-somáticas crônicas e em muitos casos de efeitos agudos que podem levar também à morte.

Devemos nos preparar para estes momentos difíceis com as ferramentas que dispomos, em primeiro plano, os estudos doutrinário-filosóficos, mas também a ação antecipativa que previne o ser íntimo do choque inesperado. Estudos sugerem que o envolvimento com atividades de preparação para o futuro podemo nos manter de uma certa forma, treinados físico, mental e espiritualmente.

Uma leitura muito interessante como publicou Carlos Eduardo Acciolly Durgante em "Planejando o futuro" nos oferta com diversas abordagens para a busca da saúde integral em seus aspectos físicos, emocionais e espirituais. Tratam da redução da pressão arterial, mal que assola a humanidade, passando pela ansiedade, até a depressão na maturidade.

Ou seja, trabalhando nos planos tríplices, podemos reagir quase que automaticamente frente às intempéries, naturais à vida terrena e carnal. No caso do acontecimento infortúnio, a manutenção da serenidade, da sanidade mental e do equilíbrio do espírito podem salvar nossas células corpóreas, embora não nos livrem das lágrimas e das noites pouco ou totalmente mal-dormidas.

Disparado pelo interesse e auxílio próximo, seguido de desígnios pessoais (derivadas do livre arbítrio ), talvez, ou até por auxílio da espiritualidade amiga, estava mais equilibrado, tratando o corpo e espírito, além de me pegar reiniciando a leitura citada, quando percebi que estava passando por questões, diversas delas, que transpassam muitos dos temas acima citados no primeiro parágrafo.

A última, que queria aqui compartilhar com todos meus amigos e os que aqui visitam por simples passagem, da perda de um amigo. Sim, era o meu filho, e porque não dizer, sim, o meu cãozinho Thor. O meu neguinho, como eu o chamava carinhosamente, sem conotações outras, era um elogio, porque eu tinha um enorme carinho e amor por este animal tão bonzinho. Sempre ocupado em tomar conta da rua, ou seja, nos proteger, o cão, em sua fidelidade e sua amizade nos ensina muito. Quiséramos nós, seres humanos, aprendêssemos com eles. 


Fruto de um amor de tamanho não mensurável, este meu pequeno amigo e fiel escudeiro tinha o que se pode chamar de carisma. Uma altivez de olhar. Uma paz nos olhos que deixava quem o fitava com expressão de alegria e carinho imediato. Todos queriam abraçá-lo e cobrir de carinhos e afagos. Calmo e com sua eterna linguinha para fora e ao lado esquerdo, Thorzinho nos alegrava. Ele porém, adquirira com o avançar dos anos, 7 para 8, uma displasia motora na perna esquerda, que arrastava. Muito provavelmente de dor. Mas ele nobremente, não reclamava, nem chorava. Muito forte este velhinho. Mas tudo corria bem, não bastasse a perna, quando percebi que começou a rejeitar a ração que fornecia diariamente com todo carinho. Ele, velho glutão, estava rejeitando um prato tão bom? Algo estava errado. E ao desconfiarmos, a veterinária da casa, levando-o à clínica possibilitou nefasto diagnóstico, câncer nos pulmõezinhos. Ele já arfava, sem forças para respirar normalmente. Teve que ficar no hospital para um pernoite e para nosso quase desespero chorou bastante. Foi difícil deixá-lo por lá. Ele não queria ficar e nos olhava com aqueles olhos pedindo: Me levem daqui meus pais!!! Foi para nós uma grande tristeza. E mesmo com o clamor dos amigos que dele cuidam, o médico orientou, deem carinho e tratem com remédios e analgésicos, pois o quadro somente vai piorar e não tem jeito. Comprou-se latinhas de ração em pasta para facilitar a ingesta, pois sem dentes ele já quase estava. E uma metástase enorme foi descoberta próxima ao pescoço. Novo sofrimento.

Todos os dias à noite recebia a roupinha de lã, entrava pela porta e ia acompanhar a feitura do café da manhã. Parece que queria desfrutar de qualquer tempo disponível da companhia humana. 


Foi muito amado. No dia em que sua saúde piorou demais, foi encaminhado depressa à clinica, mas ninguém suportaria ter que decidir se seria necessário abreviar tamanho sofrimento. Ao receber a injeção da anestesia para reduzir a dor, ele muito fraquinho se foi. Partiu silenciosamente, sem dor, para o mundo espiritual. Vai levar muito tempo para cessar esta dor. Mas como Chico Xavier nos orientou os animais domésticos, principalmente os cães, são muito apegados aos homens para aprender e evoluir. A qualquer encarnação poderão retornar como humanos. Vejam como alguns parecem que nos compreendem e praticamente se comunicam conosco. 




Lembro dele sentadinho. Nos olhando. Suave.  

As perdas são sempre dolorosas Mas as vezes é libertação. Ele está livre. Sem dor. Leve. Ele está flutuando, sem o invólucro da carne, caminhando rápido sem as amarras da perninha doente e do câncer cansativo. Latindo e provavelmente auxiliando, sua amiga Jade, uma linda doberman, muito doce, contrariando o que se conhece destes cães, mas que está recém operada de um tumor no pescocinho.

Ele já deve estar se preparando. Um dia irá voltar. E ficará conosco de novo. Hoje mesmo, duas pessoas viram o espírito dele. A tia dele o viu frontalmente ao sofá, caminhando para a porta onde ficava sempre no tapetinho. Outra pessoa, a mãezinha dele, o viu caminhando da cozinha para a casa da amiguinha dele, a Jade, de tantos anos. Talvez para ver como ia o curativo dela.

O amor de bicho é diferente do nosso. É puro. Não cobra. É fiel. É inocente. 


Thor, nosso neguinho, nosso filhinho, você é muito amado !! Nunca lhe esqueceremos! 
Volte, mas evolua. Estaremos te esperando!
Namastê !


Ainda que a prova te pareça invencível ou que a dor se te afigure insuperável, não te retires da posição de lidador, em que a Providência Divina te colocou. Sê otimista e diligente no bem, entre a confiança e a alegria, porqie, enquanto o envoltório de carne se corrompe pouco a pouco, a alma imperecível se renova, de momento a momento, para a vida imortal. 

FONTE VIVA


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Ascencionado Mestre Saint Germain


Mestre Saint Germain
1 - O ASCENSIONADO MESTRE SAINT GERMAIN

    Este maravilhoso Ser que conhecemos como SAINT GERMAIN realizou a Sua ascensão no ano de 1684. Muitas e muitas vezes Ele aceitou novas encarnações e esforçou-se muito em estimular nos homens de diversos povos, neste planeta, o desejo de Liberdade, pois que é a LIBERDADE o seu dom especial. Foi confiada a Ele, na qualidade de Mestre Ascensionado, a custódia do já iniciado ciclo de dois mil anos da Era da Liberdade. Assim como Jesus possuía a custódia do anterior ciclo de Dispensação Crística, o Mestre Ascensionado Saint Germain usufrui a preferência, o privilégio e a responsabilidade de TRAZER A LIBERDADE no presente ciclo, a toda criatura - seja homem, ser elemental ou anjo prisioneiro. Chegará um tempo em que não mais haverá velhice, doença, pobreza ou males de qualquer natureza; nem mais haverá a chamada morte.
    Os ensinamentos editados pela "Ponte Para a Liberdade" contêm a orientação e indicação dos Mestres Ascensionados para melhor compreensão e aplicação do Fogo Sagrado, a fim de que todos possam obter a Liberdade do espírito, da emoção, do corpo físico e libertação das recordações. Estando os quatro corpos inferiores, definitivamente, purificados e harmonizados, e com isto em verdade "Libertados", o indivíduo estará, portanto, em condições de ser um Mestre Ascensionado ao final de sua encarnação; estará LIVRE PARA SEMPRE! Todas as Ascensionadas Legiões Celestiais ofereceram a Saint Germain seu auxílio para a solução desta gigantesca obra e Ele aceita qualquer cooperação de cada corrente de vida que está à procura de mais Luz e Liberdade.
    Desde a época de Sua Ascensão, no ano de 1684, Saint Germain prepara-se para ser o Chohan do Sétimo Raio. No ano de 1786, recebeu o cargo da Bem-Amada Mestra Ascensionada Kuan Yin e, desde então, até o dia 1o de maio de 1954, Ele se dedica à preparação da imensa responsabilidade de Diretor Cósmico para o iniciado ciclo. Este abençoado Ascensionado Mestre pede, nesta Hora Cósmica, por preces, apelos, orações, dedicação e auxílio de todos os que O amem, Ele que sempre viveu para servir a Vida. Chegou agora o Grande e propício momento para trazer à Terra Seu presente de Liberdade.


2 - A COROAÇÃO DE SAINT GERMAIN

    Em cada dois mil anos, a Terra entra em contato com um novo raio. A Roda Cósmica necessita, para uma completa rotação, de quatorze mil anos. Cada Chohan que é escolhido como representante do novo raio é COROADO como AUTORIDADE CÓSMICA, para continuar a evolução deste planeta e seus povos dentro este lapso de tempo.
    O Sexto Raio, que estava sob a orientação do Mestre Jesus, terminou seu ciclo no dia 1o de janeiro de 1954. Depois de um tempo transitório (poucos meses), começou, oficialmente, a Irradiação Cósmica do Sétimo Raio. O período de 1930 até 1954 é visto como a atividade do caminho preparatório semelhante ao trabalho antecipado de "João Batista".
No dia 1o de maio de 1954, celebrou-se em Shamballa a cerimônia festiva da transmissão da coroa, cetro, espada e manto do Chohan retirante (Mestre Jesus) ao novo Chohan, Mestre Saint Germain.
    O símbolo da autoridade, COROA, veio à Terra sobre a cabeça do Arcanjo Miguel, com os primeiros homens, que encarnaram sobre o planeta e, desde então, vem sendo usada sucessivamente pelos Chohans dos Sete Raios, por transferência a cada um deles, quando já decorridos 2.000 anos. Completara-se, portanto, 14.000 anos desde que o último Chohan do Sétimo Raio usou essa Coroa, transferida que fora de seu predecessor - o Chohan do Sexto Raio, que por sua vez, a recebera do quinto, prosseguindo desse modo a seqüência dos Chohans e seus Raios até o primeiro deles, no início do ciclo de 14.000 anos.
O próprio Bem-Amado Mestre Jesus colocou nas mãos de Saint Germain o cetro da autoridade, investindo-o de poder sobre a evolução de todos os anjos, homens e seres elementais na presente Era, ao ser iniciado o novo ciclo de dois mil anos. O Maha Chohan entregou-Lhe a espada simbólica que representa o poder do Espírito Santo. O primeiro gesto de Saint Germain: colocou a coroa sobre a cabeça de Sua Chama Gêmea, Deusa da Justiça e da Oportunidade, a Bem-Amada PÓRTIA.
    Cada membro da hierarquia aproximou-se na correspondente ordem de categoria e todos, genuflexos, prestaram juramento perante o Novo Rei, Saint Germain, trazendo-Lhe as bênçãos de suas próprias emanações de vida. Anjos e seres elementais seguiram este exemplo, irradiando suas vibrações em direção ao reino humano e sobre todos os Seres que estavam cientes deste grande acontecimento cósmico.


 3 - A ERA DA LIBERDADE

   O Grande Mestre Ascensionado SAINT GERMAIN é o Ser que dirige os dois mil anos já iniciados da ERA DA LIBERDADE. Sua gigantesca missão é LIBERTAR todos os viventes, com também a Terra, e isto será realizado por meio do Fogo Violeta. Separadamente e em grupos, os homens apelam desejando dissolver toda criação inferior que obscurecer a luz dos homens.
    Se apelais pela vossa Presença Divina "EU SOU" e ao Mestre Ascensionado Saint Germain para chamejar o Fogo Violeta através de vós, ele começará a afastar todas as criações negativas em vossos corpos do sentimento, do pensamento, etérico e físico; ireis constatar uma acentuada leveza e expansão em vossos sentimentos, uma notável clareza em vossos sentidos e mudança em vosso corpo. Alguns discípulos vêem esta chama violeta quando apelam por auxílio em seus círculos de vida; outros a sentem. Mesmo que vós não a vejais, ela está operando. Parece ser invisível, mas chegamos a ver as coisas mais importantes da vida? Não são visíveis aos nossos olhos a vida, a eletricidade, o amor, o ódio, a guerra (os efeitos de guerra: ódio, vingança, tristezas, dor etc.) e a paz.; no entanto, são bem reais; podemos, em qualquer caso, ver os seus efeitos. O uso diário da vivente Chama Violeta pode afastar muita coisa que está acontecendo em vosso mundo. Mas, talvez deva ser esclarecido que, quando empregais sinceramente o Fogo Violeta e "acontecem" pequenos efeitos - isto não quer dizer que a Chama não faça a obra completa; significa que vossas CRIAÇÕES HUMANAS vêm à luz antes que as tenhais dissolvido.
    Sobre isto, alguém, em certa ocasião, disse: Assemelha-se a uma escada "rolante" trazendo ao mundo atual a ação das forças do passado. Vosso trabalho é usar, suficientemente, a Chama Violeta para que tais FORÇAS PERMANEÇAM INERTES OU SEJAM DISSOLVIDAS ANTES QUE POSSAM AGIR. Quando a Chama age, é com se explodisse uma porção de vossas criações humanas e então ficásseis livres de determinas qualidades inferiores.
    Procurai agir sempre com crescente entusiasmo, para dissolver-se rapidamente, tão depressa quanto possível, o que se apresenta na superfície de vossa vida diária.


4 - ALGUMAS ENCARNAÇÕES DO MESTRE SAINT GERMAIN

    - Rei da Cidade de Ouro, capital de uma antiga civilização, que floresceu há mais de 50.000 anos, onde hoje encontra-se o Saara.
    - Sumo Sacerdote do Templo da Chama Violeta em Atlântida.
    - Profeta Samuel. Preparou e ungiu David como rei de Israel.
    - José, escolhido do Espírito Santo como pai de Jesus.
    - Mago Merlin, amigo e conselheiro do rei Artur que criou a Ordem dos Cavaleiros da Távola Redonda que tinha como grande objetivo a procura do Santo Graal.
    - Roger Bacon, alquimista do século XIII, considerado precursor da ciência moderna.
    - Cristóvão Colombo, grande navegador que, superando a ignorância e o medo infundado dos europeus, descobriu a América, a Terra da Liberdade.
    - Francis Bacon, filósofo inglês do século XVII. Um dos fundadores da Franco-Maçonaria. Possivelmente, também autor das peças literárias de Shakespeare.
    - Tendo alcançado sua Ascensão em 1º de maio de 1684, Saint Germain obteve a permissão do Conselho Cármico de retornar ao mundo num corpo físico, assombrando a Europa nos séculos XVIII e XIX, como o Conde de Saint Germain.


5 - FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

    "Haja Luz" - Ponte para a Liberdade
    "Os Mistérios Desvelados" - Ponte para a Liberdade
    "O Livro de Ouro de Saint Germain" - Ponte para a Liberdade
    "Os Senhores dos Sete Raios" - The Summit Lighthouse

Há 50 anos Isaac Asimov previu um mundo sombrio e aborrecido para 2014


Há 50 anos Isaac Asimov previu um mundo sombrio e aborrecido para 2014

O escritor de ficção científica falhou ao imaginar que hoje as cidades estavam no mar, os carros voavam ou haveria colónias na Lua. Mas também falou da miniaturização dos computadores, do uso de robôs e de telecomunicações com som e imagem.
Imagem do filme Eu, robô: inspirado na histórias escritas por Asimov, que não são uma realidade que autor tenha previsto para 2014 

O escritor Isaac Isamov previu para 2014 uma civilização tecnológica com casas debaixo de terra, cidades no mar, colônias na Lua. Fê-lo há quase 50 anos, e apesar de não ter acertado em tudo, antecipou a miniaturização dos computadores, as centrais de painéis de energia solar nos desertos ou a acentuação das desigualdades entre ricos e pobres. O mundo de hoje de Asimov não teria Internet e seria sombrio com pessoas cuja única atividade seria a de cuidar das máquinas: “Os poucos sortudos que poderão estar envolvidos no trabalho criativo serão a verdadeira elite da humanidade, sozinhos vão fazer mais do que servir uma máquina.”

Estávamos em 1964, o primeiro de dois anos em que a exposição mundial de Nova Iorque esteve aberta ao público, entre Abril e Outubro, com o tema “Paz através da compreensão”. Os visitantes podiam ver as maravilhas tecnológicas que ainda estavam escondidas do dia-a-dia das pessoas – como os computadores –, fruto de uma sociedade onde o espírito de vanguarda se manifestava ali, no seu auge. No final da década, os Estados Unidos iriam pôr o homem na Lua, mas o ar já era outro, após o assassinato de Martin Luther King, no auge do movimento hippie e em plena contestação interna à Guerra do Vietnam.

Mas naquele ano, o autor de algumas das mais importantes obras de ficção científica do século XX visitou a exposição, viu as novidades tecnológicas de muitas empresas que estavam ali representadas, observou a evolução dos electrodomésticos nas décadas passadas, mas sentiu a falta do sabor do futuro – não havia nenhuma previsão de como estas máquinas iriam evoluir dali para a frente. Por isso, resolveu ele próprio fazer esse exercício. Num ato de futurologia, descreveu o mundo em 2014 e imaginou o que seria caminhar por uma exposição semelhante àquela, 50 anos depois, num artigo de cerca de 15 mil caracteres, publicado a 16 de Agosto de 1964 no jornal The New York Times.

“Um pensamento que me ocorre é que o homem vai continuar a afastar-se da natureza para criar um ambiente que melhor se adapte a ele”, escreve. Assim, para 2014, Isaac Asimov esperava a existência de janelas polarizadas para bloquear a luz exterior, casas suburbanas construídas debaixo de terra, como viu na exposição de 1964, com a temperatura controlada e livres das vicissitudes da meteorologia.

Os pequenos-almoços do futuro deixariam de ser um problema humano para passarem a ser feitos automaticamente pela cozinha. Bastava anunciar a hora do pequeno-almoço na véspera à noite. Os electrodomésticos manter-se-iam, portanto, na moda – como realmente estão –, mas sem cabo e ficha eléctrica e com “uma bateria de longa duração à base de radioisótopos”.

Para o homem que idealizou as três leis pelas quais os robôs se deverão reger, o mundo de 2014 ainda não seria governado por eles. As máquinas autônomas andariam aí, até poderiam fazer os trabalhos domésticos, mas não seriam muito sofisticadas. Os seus cérebros estariam contidos em “computadores miniaturizados”, feitos pela IBM.

Os aviões seriam muito importantes, mas mesmo os transportes terrestres iriam libertar-se do atrito das rodas. Carros iriam percorrer as cidades a poucas dezenas de centímetros acima do chão, graças a propulsão pelo ar. E haveria um esforço para desenvolver veículos computorizados que não precisam de ser guiados manualmente, algo que realmente a Google está tentando desenvolver. As cidades estariam ainda revestidas com tapetes rolantes para facilitar os trajetos curtos.

merica's Independent Electric Light and Power Companies/Paleofuture





























No mundo de Isaac Asimov, a Internet não existe, mas é nas telecomunicações que o escritor mais acertou: “As comunicações vão ter som e imagem e vai ser possível ver e também ouvir as pessoas no telefone. Os visores não vão ser só utilizados para ver as pessoas a quem telefonamos, mas para estudar documentos e fotografias e ler passagens de livros. Satélites em órbitas sincrônicas [geoestacionárias] no espaço tornaram possível ligar a qualquer pessoa na Terra, incluindo em estações meteorológicas na Antártica.”

Mas o escritor também falha ao referir “colônias na Lua”, o início da colonização das plataformas continentais no mar, ou que nos vamos alimentar de microorganismo e leveduras processadas que “estarão disponíveis numa grande variedade de sabores”. Isaac Asimov, que morreu em 1992 com 72 anos feitos em Janeiro, preocupava-se também com o futuro do crescimento populacional imparável, que, se não fosse travado, levaria o mundo, em 2450, a tornar-se numa “Manhattan concentrada”. Muito antes a sociedade já teria “colapsado”.

Nos seus cálculos, a população teria hoje 6500 milhões de pessoas, abaixo dos reais 7170 milhões, com desigualdades maiores. “Nem toda a população do mundo vai aproveitar os gadgets do futuro no seu pleno. Uma porção ainda maior da população de hoje não vai ter acesso a essa tecnologia e apesar de poder ter mais do que tem hoje a nível material, vai estar mais atrás quando comparada com a parte do mundo mais avançada”, escreveu.

Para Isaac Asimov, nessa sociedade das máquinas, a informática teria uma grande importância na formação das novas gerações. O trabalho seria então apenas o de comandar as máquinas, que substituem todas as atividades que antes eram feitas pela mão humana. Essa atividade, para o escritor, limitaria o espírito humano, com a “doença do aborrecimento”, em que só uma elite criativa estaria a salvo. “De fato, a mais sombria especulação que posso fazer sobre 2014 é que, numa sociedade de lazer forçado, a palavra do vocabulário mais gloriosa de todas será trabalho!”

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mandela e o Dalai Lama: expressão de paz no nosso século.

Free Mandela! Live Madiba!



Madiba, um herói africano da igualdade e da paz, um ser universal.


Rolihlahla Dalibhunga Mandela, seu primeiro nome significa, em xhosa, algo como "agitador" - o que pode ser considerado profético - já que a expressão quer dizer, no idioma natal zulu: "aquele que ergue o galho de uma árvore".

Revolucionário da causa anti-segregacionista, mas ao ser preso por 37 anos, torna-se uma liderança política que acaba por subir ao poder e pregar a conciliação e a igualdade entre negros e brancos.

 Este é um homem digno de ser lembrado, estudado, referenciado e ter suas idéias seguidas. Quantas são suas citações merecedoras de eco? Algumas são impressionantes, pois coincidem com suas atitudes. Isso que me faz refletir. Estas almas perenes, nobres, são seres humanos comuns, também erram, mas deixam um legado muito importante. Após ser treinado para luta de guerilha, Mandela engajou na revolução pela causa negra na África do Sul, apesar de suas primeiras convicções indicarem um caminho pela luta armada, aos poucos, foi-se rendendo aos exemplos e conselhos de nobres parceiros partidários que pregavam a não-violência que foi sua marca. Se a história tenta mitificar líderes guerreiros como Alexandre, O Grande, Napoleão, Genghis Kan, entre outros, prefiro elevar a figura de líderes que preferiram o caminho da paz e da conciliação, como Gandhi, Martin Luther King Jr e John Lennon.

Sua história é muito rica e inspiradora.

Menino da nobreza tribal do povo Thembu, e do clã dos Madiba,foi preparado pela família para ocupar um cargo de chefia tribal, mais tarde recebe o nome Nelson Madela de uma professora, seguindo o costume, que dava nomes ingleses aos frequentadores de escola. 

Sobre sua aldeia natal ele escreveu, na autobiografia, que "era um lugar distante, um pequeno distrito afastado do mundo dos grandes eventos, onde a vida corria da mesma forma como há centenas de anos.

Desde menino fora preparado para ser o líder da sua tribo, mas decidiu tomar outro destino. Brincou mais tarde: "...hoje seria um chefe muito respeitado, sabe? Teria uma barriga bem grande, muitas vacas e carneiros." .

Estudou em Fort Hare, primeira universidade da África do Sul a ministrar cursos para negros. Lá os professores repetiam aos alunos: "Agora que vocês estão na Fort Hare, serão líderes de seu povo." e realmente muitos de seus alunos saíam de lá para um emprego, com renda garantida e alguma influência; apesar disto, não se ensinava como enfrentar o preconceito, a opressão racial.

Quase tornou-se líder estudantil na faculdade, após ser leito em uma passeata por melhorias internas, mas acabou desistindo após uma conversa com seu sobrinho mais velho e veterano local. O próprio reitor Kerr lhe houvesse lhe dado duas únicas opções: assumir o cargo ou sair da faculdade. Decide sair e ir para Joanesburgo.

Mandela em 1937 

Na capital passou os primeiros anos de modo errante; trabalhou como vigia numa mina, e foi despedido; era visto pelas famílias que o abrigavam como "imprestável", até que finalmente teve seu primeiro encontro com Walter Sisulu, em 1941, e que mudaria definitivamente sua vida. Sobre este encontro Sisulu diria, mais tarde: "Queríamos ser um movimento de massa, e então um dia um líder de massa entrou no meu escritório."

Sisulu consegue-lhe emprego de assistente na banca de advogados judeus Witkin, Sidelsky & Eidelman - únicos então que contratariam um negro para esse trabalho. Continua os estudos, no curso por correspondência de Bacharelado em Artes (BA) pela Universidade da África do Sul, em 1942, mesmo ano em que frequenta informalmente as reuniões do CNA. Bacharelando-se em 1943, ingressa no curso jurídico da Universidade de Witwatersrand, onde se gradua.

Mais tarde, junto a Oliver Tambo, inauguram o primeiro escritório advocatício negro do país. Nas lidas jurídicas descobre como a justiça pendia para os brancos, e as leis eram parcialmente aplicadas.

Foi apenas em Joanesburgo, quando já não era mais tratado como um garoto da nobreza tribal, e sim como mais um negro pobre do interior, que Mandela se conscientizou do abismo que separava brancos e negros no país. Foi este choque que provocou-lhe a reação de lutar contra o racismo. E o fez ingressando no Congresso Nacional Africano (CNA).

Junto a Sisulu, Oliver Tambo e outros, ainda em 1944, criam a Liga Juvenil do CNA, com sigla em inglês ANCYL. Tencionam mudar a postura subserviente do partido face aos brancos, e lançam o manifesto "Um homem, um voto" - onde denunciam que 2 milhões de brancos dominam a 8 milhões de negros, além de deterem 87% do território.

Adentra então pela atividade política. É preso em várias ocasiões e passa vários dias encarcerado; finalmente é condenado, junto a outros dezenove companheiros, com base na Lei de Repressão ao Comunismo, a uma pena de nove meses de trabalhos forçados, que é suspensa por dois anos; recebe também neste ano a primeira de várias ordens de interdição, proibindo-o de participar de atividades políticas.

Em 1957, quando tem início a tramitação do Julgamento por Traição, Mandela é um advogado bem sucedido e divorciado, tornara-se umbon vivant: frequentava restaurantes, andava num carro americano importado.

O Umkhonto we Sizwe – "Lança de uma Nação" - também conhecido pela sigla "MK", foi criado em 1961 como braço armado do CNA, tendo Mandela como primeiro comandante em chefe. Era a resposta do movimento ao Massacre de Sharpeville, no entendimento de que o apartheid não mais poderia ser combatido com a não-violência.
O líder passa a ostentar uma barba, ao estilo do guerrilheiro Ernesto Che Guevara, a vestir uniforme camuflado e dá início à campanha armada. Vivendo na clandestinidade, evita ser encontrado; seu esconderijo ficava próximo à casa de Gordon Goose e Ursula, e por diversas vezes Mandela visitava-os, à noite.
"Nós adotamos a atitude de não violência só até o ponto em que as condições o permitiram. Quando as condições foram contrárias, abandonamos imediatamente a não violência e usamos os métodos ditados pelas condições. - declararia, mais tarde.
Selo de 1988 da extinta URSS, mostra Mandela na fase revolucionária.

Enquanto seguia seu périplo pelo continente, na África do Sul a polícia continua a caçada para sua prisão; Mandela recebe da imprensa o apelido de Pimpinela Negro, numa alusão ao Pimpinela Escarlate, personagem fictício criado pela baronesa Orczy.
 Acabou preso e julgado pelo governo. Falou por quatro horas, concluindo: "Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer".
Em 11 de junho de 1964 Mandela recebe uma pena de prisão perpétua. Após receber a notícia da morte de seu primeiro filho, escreve em 24 de julho ao segundo filho, Makgatho, observando que ele agora era o mais velho e responsável por manter a união familiar, com a perda do irmão; insiste para que o jovem invista na educação: "As questões que hoje agitam a humanidade exigem mentes treinadas".
O número do preso na Ilha de Robben

O partido CNA instaura uma onda de protestos no país pela libertação de Mandela e seus amigos, a reação do governo de origem branca é partir para o confronto. A situação se agrava e é instaurado o regime do Apartheid com repercussão internacional.

Em um episódio Mandela fora transferido ao isolamento, e não protestou. Segundo disse mais tarde, aproveitou o isolamento para fazer algo que iria contrariar a todos - ao CNA e os companheiros de cárcere: negociar com o governo; iria agir por conta própria, sem consultar ninguém. Mesmo prisioneiro Mandela foi homenageado mundo afora: em junho de 1983 recebe o doutorado em Direito por seu "compromisso altruísta para com os princípios de liberdade e justiça" pelo City College de Nova Iorque; neste mesmo ano é feito cidadão honorário da cidade grega de Olímpia. Mandela já era famoso pelas suas ações. 

Mandela era o preferido parta negociações, no sentido de acabar  tinha nível superior e falava africâner, aprendido na prisão. Após anos de negociações, inicialmente com o presidente Botha e posteriormente com Frederik de Klerk, seu sucessor. Em novembro de 1989, Nelson Mandela cita que de Klerk "é o mais sério e honesto dos líderes brancos com quem ele negociou."

Soltura


Em 11 de fevereiro de 1990 Mandela finalmente é solto. Uma multidão o aclama, respondendo quando no gesto de luta ergue o punho fechado. Tem fim o longo cárcere, e ele iria depois registrar o momento: "Quando me vi no meio da multidão, alcei o punho direito e estalou um clamor. Não havia podido fazer isso desde há vinte e sete anos, e me invadiu uma sensação de alegria e de força."


A 22 de Abril de 1991 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Em julho de 1991 é eleito presidente do CNA, e passa a empreender viagens a vários países (inclusive ao Brasil ), mostrando-se desde então verdadeiro estadista.
Em julho de 1992 um referendo entre os brancos dão ao governo, com mais de 68% de votos, o aval para as reformas e permitem a realização de uma futura constituinte.

"Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor de sua pele, da sua origem ou da sua religião. Para odiar, é preciso aprender. E, se podem aprender a odiar, as pessoas também podem aprender a amar."
Mandela


O prêmio Nobel da Paz

Em 1993 ele e de Klerk são agraciados com o Prêmio Nobel da Paz. Em seu discurso assinalou: "O valor deste prêmio que dividimos será e deve ser medido pela alegre paz que triunfamos, porque a humanidade comum que une negros e brancos em uma só raça humana teria dito a cada um de nós que devemos viver como as crianças do paraíso". Após a recepção da cerimônia de premiação, Nelson Mandela prestou homenagem a Frederik de Klerk citando que ...teve a coragem de admitir que um terrível mal tinha sido feito para o nosso país e nosso povo com a imposição do sistema apartheid.

Mandela e Klerk apertando as mãos, símbolo de conciliação

As eleições

A eleições ocorrem em 26 a 28 de abril de 1994. Mandela (e o CNA com suas 34 facções) obtém 62% dos votos, seguido pelo Partido Nacional (20%) e os zulus (com 10%).

Mandela votando em 1993

Somente a uma pessoa Mandela demonstrava desprezo como a de Klerk - ao líder zulu Mangosuthu Buthelezi, a quem considerava perigoso, capaz de levar o país a uma guerra civil, se isto lhe conviesse. Muitos ficaram surpresos, então, quando o nomeou seu ministro do Interior; o presidente queria manter o adversário bem próximo, sob sua vigilância - apesar de considerá-lo volúvel e indigno de confiança.

O governo

Muitos no país reprovam a forma como Mandela protegeu os amigos de conduta suspeita, que tiveram rápido crescimento de suas fortunas pessoais.
O renomado escritor sul-africano André Brink, contudo, faz uma leitura positiva em artigo publicado logo ao fim do mandato, e coloca Mandela como o maior nome do século XX; comparando-o a outros expoentes - como Gandhi ou Martin Luther King Jr., acentua que esses morreram sem que tivessem ocasião de experimentar o exercício do poder; outros, como Eisenhower ou Churchill, que se destacaram em momentos de guerra, não o fizeram durante a paz. Apesar dos erros, como ainvasão do Lesoto de 1998, o recrudescimento do racismo (de brancos e de negros), a corrupção e outros, ele deve ser visto como a pessoa que realmente conseguiu irmanar a todos, a ponto de tornar-se um ícone sagrado para o mundo.

Conviveu com o Arcebispo Desmond Tutu, prêmio Nobel da Paz que foi conselheiro e amigo pessoal. Quando se viu separado oficialmente de sua segunda esposa, convivia com sua terceira esposa sem se casar, e fora conselhado a oficializar a união.

Em julho de 1995 cria a Comissão da Verdade e Reconciliação, seu maior legado, sem poderes judicantes, sob presidência do arcebispo Tutu, que conclui seus trabalhos recomendando fossem processados Botha, Buthelezi e Winnie, sua segunda ex-esposa.
Um dos episódios mais marcantes de sua vida pública, por exemplo, teve relação com a seleção nacional de rúgbi, os Springboks (nome vindo de uma espécie de antílope da fauna local), esporte que Madiba, como era carinhosamente chamado pelo povo, nunca praticou. Ele mal entendia as regras, segundo o "USA Today Sports". Em 1994, após deixar a vida no cárcere, onde ficou 27 anos, Mandela percebeu que uma maneira de reduzir as diferenças ainda remanescentes do extinto Apartheid, regime racista que ficou vigente de 1948 a 1993, era usar o esporte, fazendo com que os brancos e os negros sul-africanos se unissem em uma só torcida. A distinção, contudo, era muito marcante, e ele precisou lutar muito.

Os brancos jogavam rúgbi, enquanto os negros, futebol. Há registros de que o próprio Mandela, quando jovem, era um dos opositores dos Springboks. Mas assim que conseguiu o cargo de presidente eleito pelo voto universal no país, o ex-mandatário conseguiu que a África do Sul alcançasse o direito de sediar a Copa do Mundo de rúgbi do ano seguinte. Além disso, Madiba apoiou o time, fato que incomodava tanto brancos quanto negros no início, que acabou vencendo a competição em casa sobre a Nova Zelândia. O episódio culminou no filme "Invictus", estrelado pelos atores Morgan Freeman, que interpretou Mandela, e Matt Damon, que fez o capitão dos Springboks, François Pienaar, crucial na ocasião por ter incorporado as ideias de Madiba.
francois pienaar nelson mandela 1995 (Foto: Getty Images)Mandela aperta mão de François Pienaar, em 1995 (Foto: Getty Images)
Mas nem tudo foi fácil. Muitas questões controversas nos seus casamentos foram tornadas públicas, e causando certo desconforto a opinião pública. Em julho de 1998 Mandela ordena uma intervenção militar no Lesoto, que vivia uma situação de anarquia, com saques e lutas, após eleições gerais em maio daquele ano, atitude esta considerada controversa.

A 16 de junho de 1999 tem fim seu mandato.

A aposentadoria

Mesmo aposentado não conseguiu se afastar completamente da vida política. Em 2000 Mandela foi procurado pelo milionário britânico Richard Branson e pelo músico e ativista Peter Gabriel para a criação de uma entidade que viesse a congregar estadistas de renome que não estejam mais ativos em suas funções públicas, com o objetivo colaborar na solução de problemas mundiais; em 18 de julho de 2007, data do octogésimo nono aniversário de Mandela, em Joanesburgo, foi fundada a organização The Elders, em cerimônia presidida pelo arcebispo Tutu; Mandela, por motivos de saúde, não pôde estar presente.

A copa da mundo

A realização da primeira Copa do Mundo de futebol no continente africano criou uma grande expectativa da aparição do nonagenário Mandela na cerimônia de abertura do evento, como o grande anfitrião do país-sede. mas o estado de saúde e uma tragédia familiar não permitiria.

No começo da gélida noite de domingo da final da copa, às 19h 13, o locutor anunciou a entrada de Mandela no gramado.

Ladeado pela sua terceira esposa Graça Machel e sentados num carrinho elétrico, ele acenou para o público numa aparição que durou 3 minutos; contrariando a expectativa de Joseph Blatter de que ele deveria entregar a taça ao campeão, Mandela despediu-se do dirigente na entrada dos vestiários, com seu sorriso "inimitável".


A torcida nas arquibancadas e nas ruas deu um show mostrando ao mundo que Mandela estava certo. A seleção nacional, chamada carinhosamente de Bafana-Bafana, com suas ruidosas vuvuzelas, chegou a lutar pela classificação, mas não conseguiu. Ficou uma lição de paz e alegria, mas acima de tudo do exemplo de Madiba, menos de 15 anos depois de sua soltura, brancos e negros se abraçavam por toda a África do Sul e provando que o Apartheid havia sido extinto.

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No dia 5 de dezembro de 2013 o presidente sul-africano Jacob Zuma anunciou a morte do seu antecessor: "A nação perde seu maior líder", completando: "Ainda que soubéssemos que esse dia iria chegar, nada pode diminuir nosso sentimento de perda profunda"; declarando luto nacional e anunciando que o funeral deve ocorrer na capital, Joanesburgo, no sábado - dia 7 de dezembro, com as honras de Estado.

Madiba teria dito: "A morte é inevitável. Quando um homem fez o que considera seu dever para com seu povo e seu país, pode descansar em paz. Acredito ter feito esse esforço, e é por isso, então, que dormirei pela eternidade."

Como seu epitáfio, Mandela havia um dia declarado que gostaria de ter escrito somente: "Aqui jaz um homem que cumpriu o seu dever na Terra".

No anúncio presidencial, feito pela televisão, Zuma acentuou o papel de Mandela para seu país: "Ele está agora a descansar. Ele está agora em paz. A nossa nação perdeu o seu maior filho. O nosso povo perdeu um pai".

Siga seu caminho em paz e continue entre nós nos orientando no crescimento da igualdade entre os homens.

Fonte pública: a Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela que contém alguns dos fatos interessantes aqui relatados. 

Free Mandela! Live Madiba!