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domingo, 4 de março de 2012

Foi Deus, foi Deus, Foi Deus

Foi Deus, foi Deus, Foi Deus


Poema declamado por Alberto Almeida durante a palestra “O Amor Fonte de Vida”

Quem foi que fez o sol tão vivificador?








E sua luz esplandente cheia de fulgor?
Os trilhões de estrelas que cintilam nos céus.

E as nuvens vaporosas como densos véus?
A mecânica celeste e os arcanjos profundos.
Da eterna ciência que equilibra os mundos.
Os microorganismos em desenvolvimento.
E os orbes gigantescos em deferecimento.









O átomo e a nebulosa, a ameba e o Serafim.














E as origens das coisas que nunca terão fim.
A virtude impoluta que não se modifica.
E a possante energia que a tudo vivifica.
Quem foi que fez o vento, a chuva, o trovão?
A primavera, o outono e também o verão?
O perfume das flores, o som, a luz, o ar.
Os campos, as florestas, a terra, o céu e o mar.











Quem foi que fez o infravermelho e o ultravioleta?
E fez a lagarta surgir uma bela borboleta?










O esperto gafanhoto e o formoso rouxinol.














Surgindo a alvorada aos clarões da luz do sol.
Quem foi que fez as feras bravas e os pecos passarinhos?
A asa dos insetos e a beleza de um ninho.
Deu agilidade a incrível pulga saltitante.
E fez o passo lerdo tardo do elefante.
Quem foi que fez o colibri com nímia sutileza?












Sugando o mel das flores com tal delicadeza.
O tatu escavando a cova em que se abriga.
E a faina inesgotável da minúscula formiga.
O esperto corcel, o fogoso macaco.
E a abelha trabalhando na construção do mel.






Quem foi que fez a ostra, o golfinho, o tubarão, a baleia?












E a engenhosa aranha tecendo a sua teia.
E o instinto de conservação.
Como bússola infalível de orientação.
Guiando com acertos os irracionais.
Sem nunca transgredir as regras naturais.
As maravilhas do reino mineral.
O leito onde repousa o reino vegetal.
Os prodígios da animalidade.
E um elo mais acima a nossa humanidade.

E tantos outros reinos que nós desconhecemos.
Sistema de mundos que nem nos apercebemos.












Com Jeitos tutelares arquiangelicais.
Imerso dos segredos siderais.
Que maravilha é esta que eu não posso descrever?
Com todo dramatismo que eu pudesse ter.
Artista inimitável, sublime ilimitável.
Me ponho de joelhos e contemplo abismado.
E pergunto a mim mesma com estupefação.
Quem criou isso com tanta perfeição até o perdão?
Quem dar sem pedir nada e paga sem dever nada?
E a tudo movimenta sem nunca se mover.
Formando e transformando.
Criando e dirigindo.
Governando e agindo.
Quem tem tamanho poder?
Pergunto a outras vozes.
Quem que podeis dizer?
E vos peço queridos irmãos, amigos meus.
E as vozes me respondem?

Foi Deus
Foi Deus
Foi Deus.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Cartas às Mães


Minha irmã 
Se Deus te deu
A luz da maternidade
Deu-te a tarefa Divina
Da renúncia e da bondade.
Busca imitar no caminho
A rosa de Nazaré
Irradiando o perfume
De amor, de humildade e fé.
Lembra sempre
Em tua estrada,
Que a paz de tua missão
É feita dessa ternura
Que nasce do coração.
Contempla
Em cada filhinho
Um luminoso sorriso da
Alegria dolorosa
Que te leva ao paraíso
Porque, ser mãe,
Minha irmã,
É ser prazer sobre as dores,
É ser luz,
Embora a estrada
Tenha sombras e amargores.

Casimiro Cunha
Cartas ás Mães
Casimiro Cunha
Livro: Cartas do Evangelho
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Se deseja compartilhar e divulgar estas informações, reproduza a integralidade do texto e cite a fonte. Obrigada.
"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível." Dom Inácio de Loyola
A importância do Evangelho no Lar

Amados irmãos de caminhada,

Momento de paz permite a reflexão. Quantos de nós, sedentos de felicidade, nos entregamos às benesses do mundo material e nos esquecemos do maravilhoso momento de reconciliação energética da oração. Mesmo sem a menor intenção de nos afastarmos do bem, as agendas familiares e sociais vezes por outras nos impõem muitas atividades, certamente excelentes momentos de união humana. É nesse tempo de alegria que permitimos pequenas falhas da missão do labor crístico. Podemos estar momentaneamente em paz, mas... depois haverá uma cobrança interna que nos martiriza. Uma calmaria depois de um tempo de conquistas não deve ser motivo do viajor baixar a guarda. A boa notícia é que o amado Chico Xavier nos ensinou a cultivar a beleza das palavras e ensinamentos de Jesus no nosso dia-a-dia.

O amor perene é construído com muito labor e perseverança. Homens e mulheres de fé conhecedores da boa nova devem orar com regularidade, principalmente realizando a tarefa benéfica de reenergização do lar. Escolhendo um dia da semana, reunamos a família, em nossa casa, em torno da mesa de estudos e edificações, todos devem se acalmar, desligando a TV ou rádio e nos calando todos juntos e respirando devagar. Façamos  agora uso das obras Evangelho Segundo o Espiritismo ou Fonte Viva, e leiamos um trecho escolhido de acordo com a necessidade da semana ou senão, peça ajuda aos amigos espirituais para abrir o livro na passagem adequada. Iniciamos com a oração inicial, onde o coordenador da reunião pede o auxílio de Jesus e dos amigos espirituais para proteger este momento de fé. Depois da aproximação com o mundo dos espíritos, o coordenador da reunião familiar pede a algum dos presentes para ler em voz alta o trecho de estudo. Após a leitura, sempre feita com a atenção dos demais, pergunte quem quer comentar alguma passagem pessoal, estimulando a participação de todos. Se não houver algum voluntário, comente com amor no coração. Finalmente, é feita a oração final e pedida a manutenção da paz e alegria de Jesus durante a próxima semana e é encerrada a reunião de reconciliação com o Cristo.

Assim, com uma ação de pequeno custo, é feita uma grande limpeza da casa. Alguns relatam que os pássaros cantam e os animais de estimação ficam mais alegres depois da reunião. O culto do evangelho no lar.

Salve Jesus, nosso médico de todas as horas.
Amigos, li em um blog espírita e gostaria de compartilhar com vocês.


ALMAS GÊMEAS! ELAS EXISTEM? TWIN SOULS! THEY ARE THERE?


"O amor das almas gêmeas é aquele que o Espírito, um dia,
sentirá pela Humanidade inteira."
 - Emmanuel
Há uma gradação do amor, no seio das manifestações da natureza visível e invisível?
Sem dúvida, essa gradação existiu em todos os tempos, como gradativa é a posição de todos os seres na escala infinita do progresso. O amor é a lei própria da vida e, sob o seu domínio sagrado, todas as criaturas e todas as coisas se reúnem ao Criador, dentro do plano grandioso da unidade
universal.
Desde as manifestações mais humildes dos reinos inferiores da Natureza, observamos a exteriorização do amor em sua feição divina. Na poeira cósmica, sínteses da vida, têm as atrações magnéticas profundas; nos corpos simples, vemos as chamadas “precipitações” da química; nos reino mineral e vegetal verificamos o problema das combinações indispensáveis. Nas expressões da vida animal; observamos o amor em todo, em gradações infinitas, da violência à ternura, nas manifestações do irracional.
No caminho dos homens é ainda o amor que preside a todas as atividades da existência em família e em sociedade. Reconhecida a sua luz divina em todos os ambientes, observaremos a união dos seres como um ponto sagrado, de referência dessa lei única que dirige o Universo.
Das expressões de sexualidade, o amor caminha para o supersexualismo, marchando sempre para as sublimadas emoções da espiritualidade pura, pela renúncia e pelo trabalho santificantes, até alcançar o amor divino, atributo dos seres angelicais, que se edificaram para a união com Deus, na execução de seus sagrados desígnios do Universo.
Será uma verdade a teoria das almas gêmeas?
 No sagrado mistério da vida, cada coração possui no Infinito a alma gêmea da sua, companheira divina para a viagem à gloriosa imortalidade.
Criadas umas para as outras, as almas gêmeas se buscam, sempre que separadas. A união perene é-lhes a aspiração suprema e indefinível. Milhares de seres, se transviados no crime ou na inconsciência, experimentaram a separação das almas que os sustentam, como a provação mais ríspida e dolorosa, e, no drama das existências mais obscuras, vemos sempre a atração eterna das almas que se amam mais intimamente, envolvendo umas para as outras num turbilhão de ansiedades angustiosas; atração que é superior a todas as expressões convencionais da vida terrestre. Quando se encontram no acervo real para os seus corações – a da ventura de sua união pela qual não trocariam todos os impérios do mundo, e a única amargura que lhes empana a alegria é a perspectiva de uma nova separação pela morte, perspectiva essa que a luz da Nova Revelação veio dissipar, descerrando para todos os espíritos, amantes do bem e da verdade, os horizontes eternos da vida.
Existe nos textos sagrados algum elemento de comprovação para a teoria das almas gêmeas?
Somos dos primeiros a reconhecer que em todos os textos necessitamos separar o espírito da letra; contudo, é justo lembrar que nas primeiras páginas do Antigo Testamento, base da Revelação Divina, está registrada: “e Deus considerou que o homem não devia ficar só”.
A atração das almas gêmeas é traço característico de todos os planos de luta na Terra?
O Universo é o plano infinito que o pensamento divino povoou de ilimitadas e intraduzíveis belezas.
Para todos nós, o primeiro instante da criação do ser está mergulhado num suave mistério, assim como também a atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra, no instituto dos trabalhos, das experiências e das provas, no caminho infinito do Tempo.
A ligação das almas gêmeas repousa, para o nosso conhecimento relativo, nos desígnios divinos, insondáveis na sua sagrada origem, constituindo a fonte vital do interesse das criaturas para as edificações da vida. Separadas ou unidas nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia supremas, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino, finalidades profundas de todas as cogitações do ser, no Dédalo do destino.
A união das almas gêmeas pode constituir restrição ao amor universal?
O amor das almas gêmeas não pode efetuar semelhante restrição, porquanto, atingida a culminância evolutiva, todas as expressões afetivas se irmanam na conquista do amor divino. O amor das almas gêmeas, em suma, é aquele que o Espírito, um dia, sentirá pela Humanidade inteira.
Se todos os seres possuem a sua alma gêmea, qual a alma gêmea de Jesus - Cristo?
Não julguemos acertado trazer a figura do Cristo para condicioná-la aos meios humanos, num paralelismo injustificável, porquanto em Jesus temos de observar a finalidade sagrada dos gloriosos destinos do espírito.
N’Ela cessaram os processos, sendo indispensável reconhecer na sua luz as realizações que nos compete atingir. Representando para nós outros a síntese do amor divino, somos compelidos a considerar que de sua culminância espiritual enlaçou no seu coração magnânimo, com a mesma dedicação, a Humanidade inteira, depois de realizar o amor supremo.
Perante a teoria das almas gêmeas, como esclarecer a situação dos viúvos que procuram novas uniões matrimoniais, alegando a felicidade encontrada no lar primitivo?
Não devemos esquecer que a Terra ainda é uma escola de lutas regeneradoras ou expiatórias, onde o homem pode consorciar-se várias vezes, sem que a sua união matrimonial se efetue com a alma gêmea da sua, muitas vezes distante da  esfera material.
A criatura transviada, até que se espiritualize para a compreensão desses laços sublimes, está submetida, no mapa de suas provações, a tais experiências, por vezes pesada e dolorosa. A situação de inquietude e subversão de valores na alma humana justifica essa provação terrestre, caracterizada pela distância dos Espíritos amados, que se encontram num plano de compreensão superior, os quais, longe de desdenharem as boas experiências dos companheiros de seus afetos, buscam facultar-lhes com a máxima dedicação, de modo a facilitar o seu avanço direto às mais elevadas conquistas espirituais.
Os Espíritos evoluídos, pelo fato de deixarem algum amado na Terra, ficam ligados ao planeta pelos laços da saudade?
Os espíritos superiores não ficam propriamente ligados ao orbe terreno, mas não perdem o interesse afetivo pelos seres amados que deixaram no mundo, pelos quais trabalham com ardor, impulsionando-os na estrada das lutas redentoras, em busca das culminâncias da perfeição.
A saudade, nessas almas santificadas e puras, é muito mais sublime e mais forte, por nascer de uma sensibilidade superior, salientando-se que, convertida num interesse divino, opera as grandes abnegações do Céu, que seguem os passos vacilantes do Espírito encarnado, através de sua peregrinação expiatória ou redentora na face da Terra.
Somente pela prece a alma encarnada pode auxiliar um Espírito bem-amado que a antecedeu na jornada do túmulo?
 A oração coopera eficazmente em favor do que partiu, muitas vezes com o espírito emaranhado na rede das ilusões da existência material. Todavia, o coração amigo que ficou aí no mundo, pela vibração silenciosa e pelo desejo perseverante de ser útil ao companheiro que o precedeu na sepultura, para os movimentos da vida, nos momentos de repouso do corpo, em que a alma evoluída pode gozar de relativa liberdade, pode encontrar o Espírito sofredor ou errante do amigo desencarnado, despertar-lhe à vontade no cumprimento do dever, bem como orientá-lo sobre a sua realidade nova, sem que a sua memória corporal registre o acontecimento na vigília comum.
Daí nasce à afirmativa de que somente o amor pode atravessar o abismo da morte.
(EMMANUEL - Da Obra “O CONSOLADOR” – 322 a 330 - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER)


(de Públio para Lívia)
Alma gêmea da minhalma,
Flor de luz da minha vida,
Sublime estrela caída
Das belezas da amplidão!...

Quando eu errava no mundo,
Triste e só, no meu caminho,
Chegaste, devagarzinho,
E encheste-me o coração.

Vinhas na bênção dos deuses,
Na divina claridade,
Tecer-me a felicidade
Em sorrisos de esplendor!...

És meu tesouro infinito,
Juro-te eterna aliança,
Porque sou tua esperança,
Como és todo o meu amor!

Alma gêmea da minhalma,
Se eu te perder, algum dia,
Serei a escura agonia
Da saudade nos seus véus...

Se um dia me abandonares,
Luz terna dos meus amores,
Hei de esperar-te, entre as flores
Da claridade dos céus...
Emmanuel(Do livro "Há Dois Mil Anos, FCXavier)
(IV - Tragédias e esperanças, 275)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Símbolo da Copa de 2014


Há quem diga que houve coincidência, mas o mundo espiritual nos contemplou com essa maravilhosa dádiva. Chico fez a passagem no dia da final da copa do mundo de 2002. Vejam como o símbolo da Copa do Brasil será idêntico ao nosso médium e irmão psicografando. O acaso não existe.

Oração a São Miguel Arcanjo


 

Amado Arcanjo São Miguel,



Cubra-me com seu manto azul



e me proteja de toda negatividade e adversidade.

Que assim seja.


São Miguel Arcanjo foi escolhido por Deus para ser defensor de todos os cristãos. Ele com seus anjos formam uma imensa legião de luz pronta para interceder por todos aqueles que o invocam com humildade e sinceridade no coração.

Para invocar o seu auxílio, é preciso rezar diariamente a Oração a São Miguel Arcanjo e repetir durante o dia: "São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate".

Oração a São Miguel Arcanjo

Glorioso Príncipe do Céu e Protetor das Almas,
eu vos chamo e invoco para que me livreis de toda adversidade e de todo pecado, 
fazendo-me progredir no serviço de Deus e conseguindo-me dele a graça da perseverança final, que me faça gozá-la eternamente. Amém!

São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do maligno. Subjugue-o Deus, instantaneamente vos pedimos. E vós, príncipe da milícia celeste, precipitai ao inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo a perder as almas. Amém!


* OS DEZ DECRETOS DO ARCANJO MIGUEL *


1. Renuncio a quaisquer expectativas relativas à minha evolução e progresso espiritual. Vivo no momento em cada dia, concentrando-me no objetivo de restabelecer a harmonia e o equilíbrio do meu corpo, do meu espírito, das minhas emoções e do todo com o meu Eu Superior.


2. Anulo todos os acordos feitos com a minha mãe, pai, filhos, enteados, marido (ou mulher), ex-mulher (ou ex-marido) ou quaisquer outras pessoas que me possam reter na terceira dimensão.


3. Renuncio a todos os conceitos inválidos sobre o meu valor, a minha percepção do amor, da alegria, da paz, da segurança, da harmonia, da abundância, da criatividade, da vitalidade, da juventude, da saúde e do bem-estar, da velhice e da morte.


4. Renuncio à necessidade de querer salvar o mundo ou qualquer ser humano que nele se encontra. Tenho consciência de que a minha missão é aceitar a minha mestria e viver sendo um exemplo de vida e de amor sem esperar nada em troca de ninguém.


5. Liberto-me de todos os preconceitos e memórias celulares quanto ao meu corpo físico. Reivindico o meu direito divino à beleza, vitalidade, saúde e bem-estar, consciente de que são o meu estado natural e que basta seguir os impulsos do espírito para que essa perfeição se manifeste.


6. Renuncio a quaisquer expectativas quanto à minha criatividade e ao meu trabalho. Trabalho e crio por prazer, ciente que a abundância e os recursos provêm do Espírito e da minha autoconfiança e não apenas do meu esforço.


7. Renuncio a quaisquer condições da terceira dimensão que as instituições governamentais ou afins me queiram impor. Não poderão controlar a minha pessoa, nem a minha abundância ou segurança. Tenho plenos poderes para manifestar a segurança, ser independente e comandar o meu próprio destino.


8. Liberto-me de todos os resíduos e dívidas cármicas, bem como das energias impróprias existentes em mim e no meu corpo físico, emocional e astral. Resolvo todos os condicionamentos com agrado e desembaraço para expandir a luz e me unir aos co-criadores do Paraíso na Terra.


9. Liberto-me de todos as concepções falsas sobre a minha capacidade de alcançar o conhecimento, a sabedoria e as informações pertinentes provenientes do Espírito e das dimensões superiores. Obtenho assim novos conhecimentos, conceitos e sabedoria que me permitem aprender, crescer e servir de exemplo vivo.


10. Renuncio a qualquer juízo, ideia pré-concebida ou expectativa relativamente a outros seres, sabendo que estes se encontram no seu perfeito lugar e evolução. Transmito-lhes Amor e encorajamento e limito-me a oferecer-lhes informações quando mas pedirem, tendo o cuidado de lembrar-lhes que a minha verdade pode não ser a deles.


Ser franco consigo mesmo é saber ouvir sua voz interior. O tempo não deve ser abreviado para alcançarmos nossos objetivos mais verdadeiros, aqueles que promoverão a felicidade plena e que ampliarão a alegria sublime da alma. Temos que aprender a negociar com a vida.

Chico, nosso maior médium.

A Morte de Chico Xavier Prevista por Nostradamus



A Morte de Chico Xavier Prevista por Nostradamus

Talvez muitos não tenham se perguntado sobre o significado da morte de Francisco Cândido Xavier ter ocorrido no mesmo dia da conquista do título de pentacampeão mundial de futebol pelo Brasil. A rigor, tal  situação não deveria ter maior significado, pois as pessoas desencarnam todos os dias e nada impede que a separação definitiva do corpo e perespírito se dêem em um dia particular, a não ser o plano de vida pessoal evolutivo daquele que nos deixa.
Na manhã de 30 de Junho de 2002 Chico Xavier nos deixava. À tarde, na Ásia, conquistávamos mais um título mundial de futebol.  Sem sombra de dúvida, uma alegria malsã, pois Chico Xavier foi o maior médium  brasileiro de que tenho notícia, sem demérito algum para os excepcionais médiuns que  nasceram nesta  terra e citar nomes seria injusto pelas missões que acabaria  por cometer.



Nostradamus

Por outro lado, temos a insigne figura de Michel de Nostredame, o médico francês do Séc. XVI, que assombrou seus contemporâneos por suas previsões e hoje é uma das figuras mais controversas quando se fala em profecias. 450 anos depois da publicação de suas obras principais ainda discute-se o que teria ele dito e previsto.

Muitos entendem que Nostradamus teria sido um "médium" e da mesma forma que aqueles a quem chamamos de profetas e cujas previsões acham-se codificadas na Bíblia. Entrar nesta polêmica é a meu ver cair em uma armadilha. O movimento espírita nasceu com Alan Kardec. Independente de entendermos que a mediunidade seja uma faculdade, um dom ou "acréscimo" (se é que assim podemos chamá-la) concedido a um ser com o fim de auxiliá-lo em sua caminhada no plano das formas e que por isto seu exercício preceda o surgimento da Doutrina Espírita. Sobretudo, inúmeras religiões fazem uso de alguma forma de mediunidade em seus exercícios espirituais e nem por isto devem ser confundidas com o efetivo exercício do espiritismo kardecista.

O ponto de vista aqui esposado, no entanto, afasta-se dessa discussão. Nostradamus parece dar provas de uma  intimidade muito grande com os fatos que viriam a acontecer no que seria seu próprio futuro. Suas previsões propositadamente confusas e crípticas, como ele declara de próprio punho em sua Carta a César, são inequivocamente comprovadas por com fatos subseqüentes, pelo menos para as mentes mais sensíveis à complexa temática da profecia.
Se Nostradamus era um "médium"  na acepção kardecista estrita do  termo ou se ele próprio era o motor de suas próprias previsões é a meu ver uma discussão menor. Nesse caso, seria o mesmo que discutirmos  o quão crescido espiritualmente Chico Xavier seria para receber as mensagens de seu mentor  - segundo ele mesmo declarava - e traduzi-las para nosso entendimento e nível de compreensão. Ninguém se engane, para se receber mensagens espiritualmente elevadas e transmiti-las para terceiros é preciso que se tenha  um desenvolvimento espiritual consoante com o do comunicador, ainda que aqui o termo consoante não queira dizer necessariamente igual.
Dessa forma, se Nostradamus "psicografava" mensagens sobre o futuro vindouro, teria que ter um entendimento no mínimo acima dos de sua época a respeito do seria o futuro, da mesma forma que Chico Xavier não poderia ter escrito as suas psicografias se estivesse limitado apenas a um processo "mecânico" de transcrição.
Além do mais, em geral o médium é um explicador, um canal de comunicação de mensagens que vêm de um plano espiritual superior. Ele é o responsável por simplificar e permitir entender o que os demais não teriam como ter acesso. Nostradamus, por outro lado, vai na direção oposta: cifra as mensagens para impedir que o conhecimento antecipado de fatos que a humanidade de cada tempo não poderia ter acesso sem vir a ser prejudicada  em sua marcha evolutiva. Definitivamente, não é tudo o que podemos saber a respeito de nosso próprio futuro.

Mas, se é secundária   então a discussão sobre a mediunidade de Nostradamus, o que teria ele a ver com Francisco Cândido Xavier?  Será que alguma de suas centúrias cita "o nosso Chico Xavier"? Minha resposta é um sonoro sim.  Mas para tanto é preciso entrar-se na simbologia de Nostradamus, compreender como ele refere-se aos personagens do futuro.
Uma de suas enigmáticas quadras, que interpreto como uma referência ao advento do espiritismo é  a Centúria  IV, 25:

IV. 25.
Corps sublimes sans fin à l'œil visibles,
Obnubiler viendra par ses raisons,
Corps, front comprins, sens, chief & invisibles,
Diminuant les sacrees oraisons.
Corpos sublimes sem fim aos olhos visíveis
Virão obliterando (a consciência) por suas próprias razões
Corpos, fronte comprimida, sentido(significado), CHIEF , invisíveis
Diminuirão as sagradas orações

Temos aí o estilo críptico de Nostradamus: do que está ele falando? Fala de corpos invisíveis "sem fins aos olhos visíveis". Qualquer um que já tenha tido uma experiência de visão direta de um espírito desencarnado (com evolução suficiente) sabe do que ele está se referindo. Muitos espíritos apresentam-se à visão do médium "sem pés", isto é, seus corpos parecem prolongar-se indefinidamente da cintura para baixo, como se trajassem um manto ou algo parecido. Suas ações  sobre o médium também parece descritas no segundo verso. A atividade mediúnica muitas vezes exige que o médium tenha a sua consciência obliterada, dependendo da atividade a ser desenvolvida: efeitos físicos, psicografia, etc. Temos no terceiro verso um verdadeiro exemplo de uma enumeração de Nostradamus, que realmente nos dá o que pensar. Nessa enumeração temos seis termos:  Corps, front comprins, sens, chief & invisibles. Por onde começar a entendê-la? Que tal "a fronte comrimida"? Esta era uma das marcas inequívocas da atividade psicográfica de Chico Xavier: a fronte comprimida pela mão ao receber uma mensagem mediúnica.  O termo "sens" quer "sentido",  "significado". Não é o significado  da mensagem mediúnica que precisa ser compreendido? Mas há um terceiro termo, CHIEF, que não existe na língua francesa, nem arcaica, nem moderna. Temos "chef" (literalmente, "chefe"). Mas não temos CHIEF.

Qual o significado de CHIEF? Não que Nostradamus não use termos inexistentes  na língua francesa, porém se há algo em sua obra que fascina são os conhecidos anagramas de nomes que encontramos. Por exemplo, no Presságio  XI, Setembro, temos termos aparentemente sem sentido, como Denys e Annibal.

PRESAGE XI,Septembre.

Pleurer le ciel. à t'il cela faict faire?,
La mer s'appreste. Annibal fait ses ruses:
Denys mouille. classe tarde. ne taire,
Na sçeu secret. & à quoy tu t'amuses?.
 
Chora o céu. Cabe a ti  esse feito?
 O mar se prontifica. Annibal faz suas escaramuças sutis
 Dsney parte A frota tarda. Não se mate
Não conhecias o segredo. E porque motivo  te  divertias?

Porém se nos reportamos ao trágico 11 de Setembro de 2001 e fizermos um pequeno exercício, podemos verificar que se Denys não faz sentido em si é, por outro lado, um anagrama de Disney.  A Disneylândia fica na Flórida, um dos estados que compõe os EUA, local dos atentados. Da mesma forma, Annibal não faz muito sentido nesse contexto, mas se observarmos  mais atentamente é muito próximo de um anagrama parcial de Osama Bin Laden. (Não vou entrar aqui no contexto da interpretação completa deste presságio; os leitores interessados podem consultar o rodapé para as referências completas).  Outra situação onde encontramos uma anagrama é também a quadra:

IX. 74
Dans la cité de Fert sod homicide,
Fait & fait multe beuf arant ne macter,
Retour encores aux honneurs d'Artemide,
Et à Vulcan corps morts sepulturer.
Na cidade de FERT SOD  homicídio
Feito, e feito múltiplo, o boi arfante não morreu
Novo retorno às honras de Artemide
E (restou) a Vulcão (o deus do fogo) os corpos mortos sepultar

Qual é a "cidade de FERT SOD"?  Se observarmos com atenção, FERT SOD é um anagrama de RED SOFT, isto VERMELHA e MACIA. Há algo mais vermelho e macio do que uma maçã, o símbolo de Nova Iorque? Esta é mais uma quadra sobre os atentados de 11 de Setembro, começar por sua própria identificação:

IX, 74 => 09 , 74 => 09, 7 + 4 = 11 => 09 , 11 => SET , 11

Esses argumentos estão sendo aqui colocados para  justificar a observação de CHIEF, uma palavra inexistente, como FERT SOD, é provavelmente um anagrama parcial da identidade de alguém. Com certeza, se esta quadra fala do espiritismo, não será de Alan Kardec, mas que tal de:

FRANCISCO CÂNDIDO (CHICO) XAVIER  = CHIEF

Esta não é a única situação em que Nostradamus, pelo exposto,  usou de anagramas (confusos) para cifrar a identidade um personagem. Há a de outro personagem, brasileiro em que isto acontece, porém deixarei este tema para outra oportunidade.
É importante observar que a quadra IV. 25 acima diz no quarto verso que "as sagradas orações diminuirão". O sentido desta profecia parece-me claro, uma vez que boa parte dos espíritas (principalmente no Brasil) eram anteriormente católicos.

Mas terá sido esta a única oportunidade em que Nostradamus terá citado Chico Xavier? Provavelmente não. Há uma outra referência, mas para tanto precisamos lançar mão de duas sextilhas combinadas e aviso ao leitor que são de complexa compreensão. A primeira é a Sextilha 16:

XI. 16.

En Octobre six cents & cinq,
 
Pourvoyeur du monstre marin
 
Prendra du Souverain le Cresme,
 
Ou en six cents & six, en Juin,
 
Grand ioye aux grands & au commun,
 
Grands faits apres ce grand Baptesme.
 
Em Outubro seiscentos e cinco 
O Patrocinador do monstro marinho
 
Prenderá do Soberano a Crisma
 
Ou em seiscentos e seis, em Junho
 
Grande júbilo  aos nobres e ao comum
 
Grandes fatos após seu grande batismo

Não há meios de abordar o conteúdo total da interpretação desta quadra neste espaço exíguo. Vamos nos fixar então em uma das datas que são fornecidas, 606 em Junho. Nostradamus usou três datas para  codificar os intervalos possíveis para a eclosão de determinados eventos: o nascimento de Hitler (20-ABR-1889), o nascimento de Lênin (10-ABR-1870) e o nascimento de um  terceiro personagem, que despontará ara o cenário mundial dentro de poucos anos, 20-JAN-1951. A data 606 corresponde ao número de meses, contados a partir da data de nascimento do terceiro personagem. Por exemplo, ao dividirmos 606 por 12 obtemos 50 anos e 6 meses  como  resultado. Esse valor inicial pode ser usado para estabelecermos "escadinhas", isto é , períodos possíveis para eclosão de determinados eventos. As escadinhas funcionam  como "odômetros" em que ao aumentarmos determinadas quantidades, outras são diminuídas (a discussão deste método está fora do escopo deste artigo).

Dessa forma temos:

606=50 anos + 6 meses => 51 anos + 5 meses

(ao aumentarmos o número de anos em 1 unidade, diminuímos  o número de meses em 1 unidade para compensar)

20-JAN-1951 + 51 anos + 5 meses = 20-JUN-2002

Dessa forma, temos o período de 30 dias (a rigor seriam 50 dias)  contados a partir de 20-JUN-2002: 20-JUN..20-JUL-2002.

Agora a sextilha complementar, a de número 17:

XI. 17
 

Au mesme temps un grand endurera,
Joyeux mal sain, l'an complet ne verra,
Et quelques uns qui seront de la feste,
Feste pour un seulement, a ce jour,
Mais peu apres sans faire long sejour,
Deux se donront l'un a l'autre de la teste.
 
Ao mesmo tempo um grande penará
Alegria(júbilo)  malsã(ão), o ano completo não verá
E quaisquer uns que estejam na festa (do penta)
Festa somente por um, a seu dia
Mas pouco depois sem fazer longa morada
Dois se verão l'un a l'autre pela testa

A Sextilha 17 complementa a Sextilha 16; diz que ao mesmo tempo em que os fatos da Sextilha 16 estiverem acontecendo (e ela refere-se aos problemas de saúde de João Paulo II em 2002, que se intensificaram a partir de Junho) "um grande penaria" (e morreria, pois não veria o ano se completar). O segundo verso é mais direto então. Porque na Sextilha 16, o quinto verso cita que  em 606 (entenda-se, no período 20-JUN..2-JUL-2002), haveria um grande júbilo para os grandes (os poderosos) e para o povo comum. Esse júbilo efetivamente aconteceu em 30-JUN-2002, quando o Brasil conquistou o inédito título de pentacampeão mundial de futebol. A Sextilha 17 por sua vez, diz que enquanto esse júbilo estivesse em gestação durante a campanha, um grande estaria a penar, vivendo seus últimos dias.
O júbilo  na festa pela conquista do pentacampeonato foi um júbilo malsão, a despeito da música-símbolo que caracterizou as comemorações interpretadas por  uma cantora baiana.